PEDRO BRUNOPintor

Pedro Paulo Bruno

Biografia

1888 — 1949

Pedro Bruno nasceu em Paquetá e construiu uma trajetória profundamente ligada à pintura, à natureza e à ilha onde viveu.

Percorrer a trajetória
Retrato de Pedro Bruno na varanda da casa de Paquetá
Pedro Bruno na varanda da casa de Paquetá
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Primeiros anos

Pedro Paulo Bruno nasceu em 14 de outubro de 1888, em Paquetá.

Aos 7 anos realizou seus primeiros desenhos e, aos 9 anos, já despertava reconhecimento por sua habilidade. Em 1897 conheceu Giovanni Battista Castagneto, encontro importante em sua formação artística.

Pedro Bruno com a filha Magda
Pedro Bruno com a filha Magda

Adolescência

Pintor, músico, poeta

Pedro Bruno também se destacou como cantor barítono. Posteriormente viajou para a Itália com o objetivo de estudar em conservatórios — uma passagem breve, mas reveladora da amplitude de sua formação.

Pintor — Músico — Poeta

Marco

A escolha pela pintura

Pedro Bruno retorna a Paquetá e decide dedicar-se à pintura. A ilha torna-se, a partir desse momento, lugar de vida, trabalho e criação.

Pedro Bruno reunido com família e amigos diante da casa de Paquetá
Reunião com família e amigos
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Primeiros reconhecimentos

Medalha de Bronze no Salão de Belas Artes com “Manhã Azul”.

Ingressa na Escola Nacional de Belas Artes. Entre seus professores estavam João Baptista da Costa e José Boschetto.

Recebe o Prêmio de Viagem na 26ª Exposição Geral, com “Pátria”.

Ver Pátria em Obras Documentos de Pátria
Pedro Bruno — O pintor da luz
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Itália

Em 1920, Pedro Bruno realizou exposições em São Paulo e no Rio de Janeiro antes de seguir novamente para a Itália.

Na Academia Inglesa, ficou em terceiro lugar entre 65 participantes. Após seis meses, passou a trabalhar com modelo vivo.

Meu Atelie em Roma
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Retorno ao Brasil

Pedro Bruno retorna ao Brasil e instala seu ateliê em Paquetá. Nesse período recebe a Medalha de Ouro com “Mãe”.

Também realiza “O Precursor”, obra relacionada ao Museu Histórico Nacional.

Pedro Bruno no ateliê ao lado de uma pintura, em fotografia identificada com o ano de 1925
Pedro Bruno no ateliê, 1925
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A vida em Paquetá

Em Paquetá, a atuação de Pedro Bruno ultrapassou a pintura. O trabalho administrativo junto ao cemitério aproximou criação, cuidado cotidiano e preservação da ilha.

Participou da reforma da capela, doou “Cristo ao Luar” e “São Francisco falando aos pássaros” e contribuiu para a transformação paisagística do cemitério.

A criação da Liga Artística e as iniciativas relacionadas às árvores e aos pássaros revelam uma vida em que arte e natureza não estavam separadas.

Pedro Bruno na escada da casa de Paquetá
Pedro Bruno na escada da casa de Paquetá

Reconhecimento

Grande Medalha de Honra

Pedro Bruno recebe a Grande Medalha de Honra com “Sonata ao Luar”. Suas obras integram instituições e coleções, entre elas o Museu da República, onde se encontra “Pátria”.

Busto de Pedro Bruno na praça que leva seu nome
Busto de Pedro Bruno
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Uma homenagem em vida

Nesse ano foi inaugurado o busto de Pedro Bruno na praça que leva seu nome. A inscrição registrada na homenagem o apresenta como:

“O poeta da cor, das árvores e dos pássaros”

Último ano

Pedro Bruno faleceu em 2 de fevereiro de 1949, vítima de edema pulmonar agudo, enquanto trabalhava em seu ateliê. Foi sepultado em Paquetá.

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Legado

Em 1949, uma exposição póstuma reuniu aproximadamente 180 pinturas. No ano seguinte, um projeto para a criação de um museu não se realizou por falta de recursos.

Em 1966, uma exposição organizada pela família reuniu aproximadamente 100 obras. O trabalho de preservar, organizar e tornar acessível essa memória continua a partir do acervo familiar.